sábado, 10 de agosto de 2013

A FESTA E A CULTURA DE MASSAS

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A FESTA é um misto de alegria, fé cotidiana, escárnio e êxtase que aparece em todas as culturas. Seu ponto forte é a diversão e o riso. Encontramos elementos da FESTA em diversos locais e ocasiões: na feira livre, no parque de diversões... A FESTA foi absorvida e remodelada pela cultura de massas. Transformada em gincanas de televisão, por exemplo. Não sem consequências para a sociedade.

PRIMEIRO, a FESTA ganhou a primazia sobre outros rituais. Em um encontro de ex-soldados do Batalhão Etc. e Tal, poderíamos ver, por exemplo, amigos conversando, oferecendo carona, organizando a festa. Hoje em dia, espera-se apenas pela hora da "pegação", ou seja, pela cerveja e pela dança.

SEGUNDO,  a FESTA foi privatizada. O homem moderno abandonou seu espaço no país da criatividade e o alugou para artistas "de verdade", formados em universidades e inventados por gravadoras multinacionais. De participante e autor, o homem moderno tornou-se consumidor.

TERCEIRO, a FESTA se tornou onipresente. Alguns eventos, antes restritos à elite, tornaram-se comuns, como despedidas de solteiro e chás de baby. A tecnologia também contribuiu, com arquivos de mp3 e aparelhos de som compactos que leavm a diversão a todos os lugares.

O poder da FESTA não seria apenas um recalque para o medo da morte? A quem interessa tanta diversão, em um mundo onde alegria virou produto de consumo? É mesmo válido trocar a contemplação do pôr-do-sol por uma balada na boate?

imagem:Vanessa Lobão, FadoJoaoClaudioMoreno.com


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

SOCIOLOGIA DO PODER


OS PRÍNCIPES: São as mais altas autoridades em qualquer local e circunstância. Chegam ao poder e governam através de mentiras, chantagens, abusos.

OS CHACAIS: Assessores extra-oficiais. O que não pode ser resolvido dentro da Lei, os Chacais resolvem fora dela. Empregam todos os meios possíveis – inclusive assassinato.

OS TECNOCRATAS: Pesquisam os melhores meios de manter o sistema do jeito que está. Dão subsídios para as coisas piorem de tempos em tempos. Há os pusilânimes, os sádicos, os pragmáticos.

OS OPERÁRIOS: Executam o que é planejado pelos “tecnocratas”. São apenas “marionetes” (ver verbete marionetes), cínicos e indiferentes aos seus.

OS BAJULADORES: Enaltecem as qualidades do Estado e do Príncipe. Há os puxa-sacos verdadeiros, os interesseiros e os que bajulam por pura covardia.

OS SEM-NOÇÃO: Não se consideram bajuladores, mas idolatram qualquer porcaria. Estão entre os indivíduos mais jovens da população. Na sua maioria, são do sexo masculino.

OS MARIONETES: Maior parcela da população. Acreditam na força do capitalismo, no individualismo e na propriedade privada – embora, na maioria das vezes, nem saibam disso.

OS REFORMISTAS: Parcela ínfima da população. Querem convencer as pessoas que pode haver um mundo melhor, sem príncipes, chacais etc. Seu objetivo é criar um mundo justo e pacífico.

Pós-escrito
Henry Kissinger, secretário de estado norte-americano entre 1973 e 1977, é um caso á parte. Embora fosse um “tecnocrata”, aparentemente atuava como “chacal”.

Kissinger atuava em tantos órgãos e decisões diferentes, que sua ausência criaria o caos. Era como uma espécie de sub-“príncipe”.

Alguns reformistas propuseram incluir entre suas metas a reedição da discografia completa dos Beatles. Não pode haver revolução sem “Revolution”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ILUSTRAÇÃO para CAPA de LIVRO

Henrique Ribeiro
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imagens:
Loja:Laura Drew/TravelWisconsin.com 

Fundo Azul:BackGroundsLab.com
Moça: MonkeyBusiness/Dreamstime.com
Rapaz:ImageSource.com

domingo, 23 de dezembro de 2012

MÚSICA:BARÃO VERMELHO versus BOB DYLAN

Seria a canção "Por Você", do Barão Vermelho, resultado da lembrança subconsciente da canção "If Not For You", de Bob Dylan? Veja os vídeos e tire suas conclusões.

Parece que o Roupa Nova também trocou umas idéias com os Beatles.Clique e veja aqui .

 Barão Vermelho canta Por Você




vídeo:Rose1963ful/Youtube
  
Bob Dylan canta If Not For You



 vídeo:David Camorra/Vimeo

sábado, 22 de dezembro de 2012

10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA

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 TEXTO ESCRITO POR SYLVAIN TIMSIT


*Esse texto aparece em vários blogs atribuído a Noah Chomski, pesquisador norte-americano. Aparentemente, a autoria é de Sylvain Timsit , realizador multimídia. O texto aparece também na Agência de Notícias Pressenza , creditado a Timsit. A tradução é do site Resistir.info.


1- A estratégia da diversão

Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, graças a um dilúvio contínuo de distrações e informações insignificantes.

A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é denominado "problema-reação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis de segurança em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econômica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia do alongamento

Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.

4- A estratégia do diferimento

Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e econômica foram aceitas pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.

5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas

A maior parte da publicidade destinada ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por quê?

"Se se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão

Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos...

7- Manter o público na ignorância e no disparate

Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.

"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )

8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade

Encorajar o público a considerar "natural" o fato de ser idiota, vulgar e inculto...

9- Substituir a revolta pela culpabilidade

Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da ação. E sem ação, não há alteração!...

10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios

No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.
imagem:UnitedUnknown.com

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

GIFS ANIMADOS: SONHOS DE CRIANÇA

Homenagem do Google a Winsor Mackay, criador do personagem Little Nemo

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imagens:Winsor Mackay/Google (Imsirius.tumblr.com)

SAGA CREPÚSCULO: VAMPIROS E DIVERSIDADE CULTURAL


Edward e Bella, personagens da saga Crepúsculo

*Texto do diretor de cinema André Sturm

No dia 15 de novembro, estreou a última parte da saga Crepúsculo no país. O filme entrou em 1.213 salas ao mesmo tempo.
Afinal, tantas pessoas querem ver o filme? Essa quantidade de salas é algo realmente necessário?
O Brasil tem cerca de 2.200 salas. Ou seja, um único filme ocupa cerca de 60% dos cinemas do país!

Se considerarmos que o novo filme 007 está em outras 400, temos mais de 1.600 salas (75% do total) com apenas dois filmes em cartaz.

Quem quer ir ao cinema é quase empurrado para ver um desses títulos. Não é o caso de pedir a ação dos órgãos que deveriam garantir a concorrência, que deveriam evitar o monopólio, a concentração? Quando a Nestlé quis comprar a Garoto e ficar com 70% do mercado de chocolate, houve um enorme debate, que movimentou órgãos do governo.

Dois filmes podem ter 75% das salas? Nesse caso, ainda temos a questão da diversidade --afinal, mesmo sendo um negócio, o cinema envolve diversos aspectos culturais.

É assistindo a filmes que muitos dos hábitos e costumes são formados. Foi através do cinema que os Estados Unidos, a partir dos anos 1950, impuseram os seus hábitos ao mundo, por exemplo, e isso obviamente tem implicações econômicas. Com os filmes, veio o "american way". Todo mundo passou a usar jeans, comer hambúrguer e escutar rock.

Não se trata de xenofobia ou discurso antiamericano. Mas o capitalismo prevê mecanismos para... Leia o texto completo na Folha de São Paulo: A Ocupação das Telas de Cinema.
imagem:Summit Entertaiment/IMDB.com